Marraquexe - dia 2 (Outubro 2015)

July 13, 2018

NOTA: Este post foi escrito para o meu blog anterior, contudo sendo constante o interesse por viajar, deixo-vos este guia. Desfrutem!

 

O dia começou cedo, não fosse o sol nascer às 07:29, e já bem quentinho. Descemos para tomar o pequeno almoço. Pedi uma omelete de fiambre, queijo e cogumelos acompanhei com fruta local e tâmaras (que perdição).

 

A piscina no terraço foi o nosso destino para passar a manhã, não esquecer que estas mini férias também servem de pausa para relaxar. E aproveitámos muito bem!!! #JustUs.

 

Para o almoço saímos do hotel, rumo ao souk à procura do “Terrace des épices”recomendado pela agência mas não descobrimos. É muito difícil a circulação no souk. Além das ruas, vielas serem estreitas e todas iguais também circulam nestes labirintos: motas, bicicletas, burros com carroças, muitos turistas, os locais e os vendedores. Nem com um mapa na mão é fácil a descoberta e quando se avistam os sítios é por mero acaso. Ajudam-nos os guias-locais, rapazes novos que percebem que andamos perdidos e levam-nos até o destino a troca de uns dirhams. Hoje houve compras e apetece comprar tudo. Já vi clutchs de pele muito giras e originais, botas de pele com aplicações (500 dirhams), sapatos de homem, babouches de inverno de lã e em couro, bijuteria e jóias de prata, puffs de pele (o amarelo ficava tão bem na minha sala), kaftans muito originais em lojas trendy (1400 dirhams em média cada), chapéus e cestas de verga, etc. Tudo salta à vista no souk. As cores, os conjuntos, os brilhos, o ser diferente, o ser igual, os padrões, os cheiros, as vozes dos vendedores a chamarem… É o maior centro comercial em que alguma vez eu estive. É um desafio ficar com a carteira fechada e não cair à tentação. Os comerciantes são muito insistentes e chamam-nos assim que percebem que os nossos olhos se cruzam nos produtos que eles têm na sua banca. A partir do momento que olhamos, chamam, gritam e vêm atrás de nós… Há que ter paciência para dizer merci, ou então se houver interesse, parar, falar, dizer o que se procura e perguntar pelo preço. Preço dito chegou a hora de regatear. Preparem-se para baixar o preço ou se aceitarem o preço basta dizer que ok, e faz-se o negócio.

 

No meio do souk e da nossa “viagem” não encontrámos o restaurante sugerido mas encontrámos outro chamado de “La Bouganvillier”, um café restaurante muito simpático, com um pátio marroquino e cheio de turistas sedentos de wi-fi (aqui a internet é muito lenta e os acessos grátis um chamariz a qualquer adito). Pedi uma sopa de laranja, que vos posso dizer que além do aspeto ser fora de série, o sabor é dos mais originais que provei. Pedimos uma espetada de carne e uns couscus. Este sítio recomendado pelo Trip Advisor, valeu pelo serviço, pela sopa de laranja e pela espetada. Seguimos pelo souk até à Madraça Ben Youssef - antiga escola onde já albergou mais de 900 alunos, que moravam nas instalações em celas que se podem agora visitar. O estuque esculpido e a madeira de cedro trabalhada dão-lhe um ar cerimonioso, tanto no andar de baixo como no de cima é possível encontrar antigos dormitórios pertencentes a estudantes que vinham de vários pontos do mundo árabe para aqui estudarem.Vale a pena pela arquitetura, pelos mosaicos e pelas cores e por se poder visitar todos os cantos e recantos. Continuámos pelo souk, que está dividido pelos diferentes tipos de produto que se comercializa e zonas - têxtil, ferro, curtume, tapeçaria, alimentos, sapatos, etc. Em cada um, trabalha-se a matéria prima, desenvolvem-se as peças e colocam-se à venda. Indescritível as ruelas que atravessámos, as dezenas de gatos com que nos cruzámos, e a quantidade de vezes que nos chamam para ver, entrar, e claro comprar. Segue-se uma pausa, pois fazem 34º e está muito calor. Chegámos ao “Café des Épices” - muito cool, trendy, gente gira, 3 pisos e no superior um terraço com uma vista deslumbrante - Vale a pena!!! Bebemos café e chá e seguimos viagem.

 

Próximo Destino foi o hotel para ir dar um mergulho à piscina, mas o tempo não ajudou e começou a ficar nublado e até chover foi pouco tempo.

 

Para jantar escolhemos o “Nomad”, sugestão da Joana e do Paulo que tinham cá estado há pouco tempo. Uma vez mais entre ruelas no souk, de mapa na mão e ar perdido, recebemos ajuda gratuita de um local, que nos perguntou a sorrir “Droite ou Gaúche?”… ele explicou-nos e lá conseguimos chegar ao “Nomad". O terraço estava fechado devido à chuva, mas subimos até ao primeiro andar e ficámos de boca aberta com o ambiente, com os empregados e com quem lá estava. Restaurante muito cool, muito cozy, super bem decorado, muito orgânico, e com gente gira. Sentámos e pedimos: duas entradas, uma fria - salada de couve flor, romã e espinafres e uma entrada quente - pastilla (prato local) de vegetais e queijo de cabra, e como prato calamares de Saidia. A comida não demorou muito a ser servida, aliás o serviço é absolutamente fantástico. A gastronomia marroquina é muito saborosa, exótica e aromática. Com uso de especiarias, vegetais e em que o vapor é muito utilizado faz com que seja uma das minhas preferidas. Este local também o recomendo, pela sua elegância, comida e o serviço é formidável. Um senão, não servem álcool. Em alguns restaurantes não existe permissão para servir álcool.

Regressámos ao hotel sem antes cruzar a praça Jemma el-Fnaa e onde os concertos aconteciam, os acrobatas faziam espectáculos para os espectadores e o movimento é sempre caótico.

Para o terceiro dia da viagem reservamos mais passeios, mais descobertas, mais compras e certamente mais histórias para partilhar.

 

 

 

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August 24, 2018

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